São muitos os muros com que nos deparamos na vida. Mediante a nossa força e disposição, saltamos, quebramos ou furamos os muros que encontramos.
A forma de os ultrapassar depende, em boa parte, da sua base de sustentação. Por vezes é até melhor contorná-los. Existem muros e muros, muros bons e muros maus.
Existe uma coisa boa nos muros; fazem-nos mais fortes. Enfrentar um muro é normalmente uma tarefa árdua e ultrapassá-lo é um exercício de sacrifício e esforço compensadores.
Os muros têm, por vezes, recursos que quem os enfrenta não têm. Por muito frágeis que possam ser (e muitas vezes são-no), no seu interior, os muros, têm sempre uma couraça aparentemente inexpugnável.
Existem muros pintados de verde, coisas com mais de 20.000 tijolos, feitos de esquemas e de mentiras, mas apresentados como sustentáculos necessários ao desenvolvimento, mas que, no fundo, quando confrontados de forma séria, são frágeis e argilosos no seu interior. Cheiram tão mal estes muros… São muros de vergonha e irresponsabilidade. São muros muito altos, talvez inalcançáveis para os comuns mortais, mas que se desfazem com o tempo deixando um rastro de destruição nos sítios onde são levantados, pois o seu interior feio, porco e sujo rompe a couraça verde que os escondeu. Infelizmente, estes muros nunca deviam ter existido, mas a estupidez e a ambição desmesurada dos homens permite a sua criação. O resultado nunca é bom e o efeito leva à sua queda, muitas vezes tardia e com danos irreparáveis.
Existem também os muros da facilidade, que se constroem em função das sombras que criam. Quantos mais se colocam à sombra do muro, maior e mais forte este se torna, todos querem entrar. Todos querem viver na sombra do muro, todos pedem aos donos do muro um lugarzinho, por mais pequeno e irrelevante que seja. O que interessa é entrar, depois se vê! Tudo é fácil, à sombra do muro. Tudo é certo e garantido, à sombra do muro. Quanto mais fácil é, mais são os que querem entrar. Os donos do muro querem que entre cada vez mais gente porque essa dependência da sua sombra dá-lhes poder, torna-os relevantes, abre-lhes portas e reforça-lhes a posição. Quanto mais deles dependem, mais pedem e mais fortes ficam os donos do muro. O problema é que o muro para fornecer toda essa sombra, fica tão alto, tão alto que acaba irremediavelmente por cair. Nessa altura, normalmente, muda-se o dono e começa-se a levantar outra vez o muro e a dar nova sombra.
Decorreram 20 anos da quebra do muro que dividia a Alemanha e o mundo. Ainda bem que pelo menos esse muro caiu.
Texto publicado no Jornal Nova Morada de 4 de Dezembro de 2009
10 de Dez de 2009
3 de Nov de 2009
Nova campanha negra...
A pesca de Sesimbra está a ser alvo de uma campanha negra que tem passado despercebida a algumas pessoas menos atentas mas que pode ganhar contornos preocupantes.
A Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) Greenpeace está a desenvolver uma campanha contra a pescaria de profundidade e contra a captura de espécies de profundidade, consubtânciando a sua acção no facto de as pescas de profundidade desenvolvidas por barcos de arrasto causam danos irreversíveis nos ecossistemas marinho. No seu site, a Greenpeace, solicita aos cibernautas que denunciem as grandes superfícies que comercializem um conjunto de espécies, nomeadamente o peixe-espada preto.

A irresponsabilidade e o desconhecimento que leva esta ONGA a considerar industrial a pesca dedicada ao peixe-espada preto, praticada pelas embarcações portuguesas (Sesimbra) é de uma ignorância, que só pode ser justificada pelo facto de os argumentos esgrimidos, resultarem da cópia de acções similares desenvolvidas pela mesma organização noutros países, como por exemplo em França, onde a pesca de profundidade (como quase toda a actividade pesqueira) é feita por embarcações de arrasto. Só assim se entende que juntamente com o peixe-espada preto sejam referenceadas espécies que não são capturadas nas nossas águas como a Marlonga negra e o Alabote da Gronelândia?!?!?!??!
A opinião pública merece ser bem informada e a realidade da pesca em Portugal é bastante diferente da praticada noutros pontos da Europa e do Mundo. A sustentabilidade faz todo o sentido, deve ser melhorada e trabalhada, mas não com desinformação nem campanhas negras contra os pescadores artesanais.
A Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) Greenpeace está a desenvolver uma campanha contra a pescaria de profundidade e contra a captura de espécies de profundidade, consubtânciando a sua acção no facto de as pescas de profundidade desenvolvidas por barcos de arrasto causam danos irreversíveis nos ecossistemas marinho. No seu site, a Greenpeace, solicita aos cibernautas que denunciem as grandes superfícies que comercializem um conjunto de espécies, nomeadamente o peixe-espada preto.
A irresponsabilidade e o desconhecimento que leva esta ONGA a considerar industrial a pesca dedicada ao peixe-espada preto, praticada pelas embarcações portuguesas (Sesimbra) é de uma ignorância, que só pode ser justificada pelo facto de os argumentos esgrimidos, resultarem da cópia de acções similares desenvolvidas pela mesma organização noutros países, como por exemplo em França, onde a pesca de profundidade (como quase toda a actividade pesqueira) é feita por embarcações de arrasto. Só assim se entende que juntamente com o peixe-espada preto sejam referenceadas espécies que não são capturadas nas nossas águas como a Marlonga negra e o Alabote da Gronelândia?!?!?!??!
A opinião pública merece ser bem informada e a realidade da pesca em Portugal é bastante diferente da praticada noutros pontos da Europa e do Mundo. A sustentabilidade faz todo o sentido, deve ser melhorada e trabalhada, mas não com desinformação nem campanhas negras contra os pescadores artesanais.
2 de Nov de 2009
29 de Out de 2009
Para ouvir na beirinha da água...no sol de Outono

"La linea del sur" de Renaud Garcia-Fons
"Que aconteceria se o denso, porém lírico, imaginário de Garcia Lorca "Romancero Gitano" fossem tecidos numa tapeçaria aurea oferecida pelo contra-baixista Renaud Garcia-Fons, que atravessa a Europa, o Mediterrâneo, o médio oriente e a América? AUma sedutora mistura de música flamenca, arabe, jazz e Latino-Americana colidem, resultando numa combinação perfeita such com "La Linea del Sur". Esta jornada imaginária pelo Sul global é verdadeiramente hipnotizante."
Tradução livre de texto de comentador Raul d'Gama Rose
Lições de ética
Passaram as eleições e tudo parece começar a regressar à normalidade. Consigo pensar em ir ao cinema, ler e até voltar a escrever no blogue.
Contudo, existem coisas que não mudam, a estupidez é uma delas.
Ezequiel Lino utillizou a sua coluna mensal do Jornal Raio de Luz para fazer a sua análise aos resultados nos ciclos eleitorais no concelho e para me desferir um ataque pessoal.
Este tipo de posturas não são de espantar quando provenientes de alguém que diz ter recebido lições de ética política de Isaltino Morais.
Contudo, existem coisas que não mudam, a estupidez é uma delas.
Ezequiel Lino utillizou a sua coluna mensal do Jornal Raio de Luz para fazer a sua análise aos resultados nos ciclos eleitorais no concelho e para me desferir um ataque pessoal.
Este tipo de posturas não são de espantar quando provenientes de alguém que diz ter recebido lições de ética política de Isaltino Morais.
31 de Jul de 2009
Um concelho, um mesmo projecto - Sesimbra (sempre) com outros olhos
Há, sensivelmente, 4 anos, numa noite mais ou menos como esta, embarquei na odisseia que hoje me traz aqui novamente. A vontade de fazer algo pela terra onde nasci e ainda hoje vivo, fez com que aos 28 anos encabeçasse o sonho de ver “Sesimbra com outros olhos”.
Há 4 anos defendi, como esta noite, um concelho – Sesimbra – que se mantivesse fiel às suas características tradicionais e que tivesse uma estratégia de desenvolvimento original, enquadrando a especificidade da Quinta do Conde.
Buscava há 4 anos, como procuro hoje, um concelho diferente daquele que está a ser construído pelos consecutivos executivos municipais desde o 25 de Abril de 1974.
Os últimos anos têm sido, no entanto, particularmente devastadores no que diz respeito à concretização do projecto que defendi, numa noite como a de hoje, há 4 anos.
O executivo da Câmara liderado pela CDU, estabelece como prioridade tirar partido do movimento de expansão residencial da Área Metropolitana de Lisboa, utilizando o turismo como argumento para justificar o aumento da oferta residencial, sobretudo de segundas habitações, gerando dessa forma receitas que patrocinem a sua permanência no poder.
A ambição deste executivo liderado pela CDU é ser o mais e o maior, nunca o melhor, nunca diferente ou típico.
Este executivo liderado pela CDU quer ter a mais populosa freguesia da margem sul, mesmo que os habitantes da Quinta do Conde continuem sem um conjunto de infra-estruturas básicas, como um centro de saúde ou escolas suficientes.
O actual executivo esquece as pessoas, num momento em que o mundo, o país, e o concelho, atravessam uma grave crise económica, que afecta todos... e que todos os dias bate à nossa porta. Porque são sempre os mesmos a pagar.
Uma governação de esquerda – duma esquerda de confiança – coloca sempre as pessoas em primeiro lugar.
Para isso é preciso juntar forças.
Juntar todas as forças de uma esquerda socialista, ampla e popular que possa concretizar uma verdadeira política social que combata o desemprego, e não encontre soluções temporárias e precárias que beneficiam grandes grupos económicos em vez de beneficiar as pessoas.
Isso passa por não sobrecarregar as pessoas com a aplicação de taxas próximas do máximo como tem feito a Câmara Municipal de Sesimbra.
A falta de preocupação com a vida das pessoas e com a influência que as suas decisões têm no dia-a-dia dos habitantes do concelho é a marca deste executivo.
A parolice de querer ser mais e maior, faz com que se esqueçam do mais importante.
Quando se comparam com os camaradas do Seixal, na ânsia de que a Quinta do Conde tenha mais habitantes que Fernão Ferro, esquecem-se que já hoje os jovens da Quinta do Conde têm de deixar a sua freguesia para poder estudar.
Quando se comparam com os camaradas de Almada, na ânsia de provar que Sesimbra e o Meco têm mais banhistas que a Costa da Caparica esquecem-se da impossibilidade que um jovem tem de se estabelecer na sede do concelho. É por isso que Sesimbra é hoje uma vila abandonada e envelhecida. Um lugar de passagem sem vida própria, cuja alma se esvai, às mãos insensíveis dos seus governantes.
Este executivo liderado pela CDU, gozando duma maioria complacente e passiva composta por vereadores socialistas e social-democratas, quer que Sesimbra seja o maior destino turístico da margem sul, mesmo que a vila de Sesimbra esteja deserta, mesmo que as aldeias do Castelo fiquem descaracterizadas, mesmo que a qualidade de vida dos habitantes do concelho piore.
Eles querem mais e maior, mantendo uma atitude de indiferença em relação ao resto.
E o resto são as pessoas. São os habitantes do concelho.
Só assim se explica que este ignorante complexo de inferioridade tenha motivado os continuados ataques à qualidade de vida dos sesimbrenses. O plano de urbanização da Quinta do Conde, o plano para a Avenida da Liberdade e a Mata de Sesimbra são disso exemplo.
Este último caso, a Mata de Sesimbra, trouxe o nosso concelho para as capas dos jornais por ter motivado buscas da Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação (ainda em curso) a este projecto.
Todo este processo tem uma história de omissões difícil de entender e aceitar.
Decorre, nesta altura, o período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental aos empreendimentos. Ao contrário do normal alarido e foguetório, ninguém anunciou tal facto, ou seja, ninguém informou os munícipes.
Não o fez nem a Câmara Municipal de Sesimbra, nem a CCDR, nem os promotores (que há 4 anos se chamavam Pelicano e agora se chamam Greenwoods, mas são exactamente os mesmos).
Este projecto é a maior mentira alguma vez dita aos habitantes deste concelho.
A criação de um empreendimento turístico que duplica a população do concelho é inconcebível por mais que o embrulhem falsamente em papel ecológico e verde.
A destruição de uma extensa zona verde para construir 17 mil camas é inaceitável.
E quem defende uma coisa dessas está a assinar uma sentença de morte a Sesimbra.
O Bloco de Esquerda teve a coragem de levantar a voz contra esse embuste, dando eco à indignação de muitos.
Por outro lado, outros pactuam com este erro grosseiro, outros ainda assumem uma posição de passividade, e ainda há também quem tivesse abandonado o debate demitindo-se da sua responsabilidade de assumir uma posição.
O Bloco de Esquerda sempre quebrou o silêncio, porque não consentimos que o concelho e os seus habitantes sejam desprezados em favor de interesses imobiliários.
Cá estaremos também para exigir responsabilidades futuras.
Toda esta política sustentada na expansão residencial tem esmagado as actividades tradicionais, contribuindo para uma crescente perda de identidade.
A falta de sensibilidade e visão em relação a tudo isto, atingiu o cúmulo com o anúncio, devidamente propagandeado, da criação de um museu submarino, que iria limitar o exercício da pesca numa pequena área, precisamente no mesmo momento em que, no Parque Marinho “Luiz Saldanha”, entram em vigor a totalidade de restrições impostas pelo regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida.
Por tudo isto, é tempo de dizer basta! É tempo de mudar.
É tempo de mudar de políticas. É tempo de mudar de políticos!
Ainda é possível inverter este estado de coisas.
É preciso atenuar os impactos dos erros cometidos.
É tempo de recuperar, corrigir e de (re)qualificar.
O tempo de mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma, está esgotado.
O Bloco de Esquerda em Sesimbra corporiza essa mudança.
Apostamos na juventude, no envolvimento de uma nova geração de políticas e de políticos que não estejam comprometidos com os últimos 35 anos de governação autárquica.
Apresentar-nos-emos a votos com uma lista jovem, com gente qualificada e preocupada com os destinos do local onde habita.
Iremos a votos com uma lista composta, em boa parte, por independentes que defendem e acreditam nas nossas opções de desenvolvimento.
Move-nos a certeza de que podemos fazer melhor.
Sesimbra, aos olhos desta candidatura, deve ser um concelho de características rurais e piscatórias...
... que enquadra um Parque Natural
... que tem uma forte identidade cultural
... e que se deve suportar num modelo de economia criativa, integrando a Quinta do Conde num mesmo projecto de desenvolvimento sustentável para valorizar os seus principais activos.
É urgente pensar num concelho, um mesmo projecto.
As prioridades da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda são:
a Qualificação e contenção da freguesia da Quinta do Conde;
a Requalificação da Vila de Sesimbra em articulação com a pesca, o turismo e as actividades criativas;
a Criação, o reforço e a requalificação das actividades económicas, alicerçando-as ao sector primário, como a pesca e a agricultura;
a Aposta na educação;
e a Criação duma plataforma de actividades criativas através do estímulo à fixação de agentes criativos no concelho.
Esta é a base do nosso compromisso.
Hoje, como há 4 anos, sou porta-voz de um grupo de pessoas que se propõe ver Sesimbra com outros olhos.
Hoje, como há 4 anos, move-nos a vontade de melhorar a vida no nosso concelho.
Hoje, mais do que há 4 anos, temos um cada vez mais sustentado apoio da população para as nossas propostas de desenvolvimento, reflexo do trabalho dos nossos eleitos nos diversos órgãos autárquicos. A eles uma palavra de reconhecimento...
ao Jorge Luz e ao Henrique Guerreiro na Assembleia Municipal
ao João Espada Feio na Assembleia de Freguesia de Santiago
à Teresa Chagas, na Assembleia de Freguesia do Castelo
e à Sandra Cunha, na Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde.
O vosso trabalho concretizou a mudança do panorama político de Sesimbra.
Estes homens e mulheres eleitos pelo Bloco de Esquerda defenderam a sua opinião de forma sustentada, com propostas concretas e consentâneas com um programa político.
Os eleitos do Bloco de Esquerda quebraram com o unanimismo podre e sem matriz programática própria tão profícuo na política autárquica.
Os eleitos do Bloco de Esquerda puseram a nu a fraca qualidade da representação de alguns partidos.
São eles, e todos os que acreditam neste projecto, a marca e o garante de que continuaremos a ver:
Sesimbra (sempre) com outros olhos!
Discurso da apresentação pública da minha candidatura à Câmara Municipal de Sesimbra em 24 de Julho de 2009/em>
5 de Jun de 2009
Entrevista ao Jornal "Nova Morada"
1- Se for eleito presidente da Câmara quais são as suas prioridades no seu mandato, para este concelho?CM: A minha prioridade é definir e concretizar uma estratégia de desenvolvimento centrada nas pessoas do concelho e nas suas necessidades.
É já tempo do poder autárquico se virar para a Quinta do Conde, com o respeito que a mais populosa freguesia do concelho merece, criando as infra-estruturas necessárias a uma vida social e cultural saudável. É inadmissível que ainda hoje, para estudar ou para ir a um cinema, os jovens da Quinta do Conde tenham de sair da sua freguesia. É inaceitável que o único espaço verde digno desse nome existente na freguesia resulte de uma contrapartida de uma superfície comercial e não de uma opção estratégica da Câmara Municipal. É prioritário reencontrar a tipicidade e as características que tornam única e especial cada uma das aldeias da freguesia do Castelo. É urgente inverter a transformação da vila de Sesimbra numa terra de ninguém, sufocada por paredes de betão que lhe castram a cultura e a afastam do mar.
É tempo de falar verdade aos habitantes do concelho e denunciar um executivo que oferece prémios aos pescadores ao mesmo tempo que convida o responsável pelo regulamento do Parque Marinho Luís Saldanha, que tão prejudicial tem sido para a pesca local, para integrar o júri de um prémio científico a atribuir pelo município.
2-Se não for eleito presidente, mas entrar no executivo como vereador, vai aceitar pelouros?CM: O meu compromisso nestas eleições é com o meu programa e com uma clara inversão em relação às opções que têm vindo a ser tomadas e que tanto têm penalizado as pessoas do concelho. Não me usarei nunca da política. Utilizarei a política para defender o concelho do desastre que tem sido a sua governação nos últimos anos. Não faço a política do lugar e das regalias de ser vereador. Estou disponível para trabalhar no sentido de melhorar a vida no meu concelho. Não sou parte do problema, mas parte da solução.
3- Qual era a área em que achava que podia dar melhor o seu contributo? CM: A candidatura do Bloco de Esquerda apresenta uma estratégia de desenvolvimento para o concelho. Sou o vértice de uma equipa, que reúne diferentes sensibilidades, com competências em diversas áreas fundamentais, unida em função de uma ideia para o concelho oposta àquela que tem sido desenvolvida até aqui. A minha preocupação neste momento, passa pelo desenvolvimento de um programa eleitoral coerente com essa ideia e que represente a opinião de um conjunto alargado de pessoas, com e sem filiação partidária, mas que se revêem nas nossas propostas e que partilham muitas das nossas preocupações.
Esta entrevista foi publicada no Jornal "Nova Morada" que hoje foi para as bancas. Contudo, as minhas repostas não foram publicadas na integra. Aqui transcrevo as respostas completas.
É já tempo do poder autárquico se virar para a Quinta do Conde, com o respeito que a mais populosa freguesia do concelho merece, criando as infra-estruturas necessárias a uma vida social e cultural saudável. É inadmissível que ainda hoje, para estudar ou para ir a um cinema, os jovens da Quinta do Conde tenham de sair da sua freguesia. É inaceitável que o único espaço verde digno desse nome existente na freguesia resulte de uma contrapartida de uma superfície comercial e não de uma opção estratégica da Câmara Municipal. É prioritário reencontrar a tipicidade e as características que tornam única e especial cada uma das aldeias da freguesia do Castelo. É urgente inverter a transformação da vila de Sesimbra numa terra de ninguém, sufocada por paredes de betão que lhe castram a cultura e a afastam do mar.
É tempo de falar verdade aos habitantes do concelho e denunciar um executivo que oferece prémios aos pescadores ao mesmo tempo que convida o responsável pelo regulamento do Parque Marinho Luís Saldanha, que tão prejudicial tem sido para a pesca local, para integrar o júri de um prémio científico a atribuir pelo município.
2-Se não for eleito presidente, mas entrar no executivo como vereador, vai aceitar pelouros?CM: O meu compromisso nestas eleições é com o meu programa e com uma clara inversão em relação às opções que têm vindo a ser tomadas e que tanto têm penalizado as pessoas do concelho. Não me usarei nunca da política. Utilizarei a política para defender o concelho do desastre que tem sido a sua governação nos últimos anos. Não faço a política do lugar e das regalias de ser vereador. Estou disponível para trabalhar no sentido de melhorar a vida no meu concelho. Não sou parte do problema, mas parte da solução.
3- Qual era a área em que achava que podia dar melhor o seu contributo? CM: A candidatura do Bloco de Esquerda apresenta uma estratégia de desenvolvimento para o concelho. Sou o vértice de uma equipa, que reúne diferentes sensibilidades, com competências em diversas áreas fundamentais, unida em função de uma ideia para o concelho oposta àquela que tem sido desenvolvida até aqui. A minha preocupação neste momento, passa pelo desenvolvimento de um programa eleitoral coerente com essa ideia e que represente a opinião de um conjunto alargado de pessoas, com e sem filiação partidária, mas que se revêem nas nossas propostas e que partilham muitas das nossas preocupações.
Esta entrevista foi publicada no Jornal "Nova Morada" que hoje foi para as bancas. Contudo, as minhas repostas não foram publicadas na integra. Aqui transcrevo as respostas completas.
12 de Mai de 2009
Provinciano
Provinciano é alguém que acha que a modernidade sai de uma betoneira depois de se juntar água e areia.
do dicionário do varam'ess'aiola
do dicionário do varam'ess'aiola
27 de Abr de 2009
Arquive-se!
«Charles Smith diz que mentiu sobre Sócrates» (Jornal "Expresso" de 25 de Abril de 2009)
Com estas afirmações do Sr. Charles eu fico esclarecido. Para evitar mais chatices sugiro 3 Pais Nossos e 5 Avés Marias como penitencia desse pecado.
Os mentirosos merecem ser castigados.
Com estas afirmações do Sr. Charles eu fico esclarecido. Para evitar mais chatices sugiro 3 Pais Nossos e 5 Avés Marias como penitencia desse pecado.
Os mentirosos merecem ser castigados.
20 de Abr de 2009
É bom viver em Sesimbra...
...Diz o Presidente Augusto Pólvora no editorial da publicação da Câmara Municipal "Sesimbra Município", com base nos resultados de um estudo desenvolvido pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.
Eu também gosto de viver em Sesimbra.
Só não percebo a razão pela qual o Presidente Augusto Pólvora em todo o seu percurso de autarca (neste concelho) tenha feito tudo para dificultar a fixação de população em Sesimbra (Vila). Desde técnico ideologo do PDM de Sesimbra, a vereador da maioria de Ezequiel Lino, passando por líder da Câmara socialista de Amadeu Penim, terminando neste seu primeiro mandato enquanto presidente tudo tem sido feito de forma a hipotecar a possibilidade de fixar população na sede do concelho.
Este estudo vem confirmar a linha utópica cantada por António Variações de que estamos bem onde não estamos, ou onde não conseguimos estar. Viver em Sesimbra é bom, pena é que seja para quase ninguém, ou então para os outros! Os gráficos apresentados nas páginas centrais do folheto municipal, vem confirmar precisamente isso, Sesimbra é o melhor concelho para se viver aos olhos dos outros, não aos olhos dos seus municípes. É essa a linha governativa desta liderança comunista, o desprezo e a absoluta indiferença pelos autoctones em detrimento dos visitantes. Foi assim, com o IMI e com a derrama, foi assim com o incentivo à especulação imobiliária, é assim com o ordenamento, é assim com o espaço público, é assim com o trânsito, é assim com o comércio tradicional, é assim!!!
Já agora, era simpático saber como foi feito o inquérito na Quinta do Conde.
Sesimbra já mexe! Mas mexe tão mal!!!
Eu também gosto de viver em Sesimbra.
Só não percebo a razão pela qual o Presidente Augusto Pólvora em todo o seu percurso de autarca (neste concelho) tenha feito tudo para dificultar a fixação de população em Sesimbra (Vila). Desde técnico ideologo do PDM de Sesimbra, a vereador da maioria de Ezequiel Lino, passando por líder da Câmara socialista de Amadeu Penim, terminando neste seu primeiro mandato enquanto presidente tudo tem sido feito de forma a hipotecar a possibilidade de fixar população na sede do concelho.
Este estudo vem confirmar a linha utópica cantada por António Variações de que estamos bem onde não estamos, ou onde não conseguimos estar. Viver em Sesimbra é bom, pena é que seja para quase ninguém, ou então para os outros! Os gráficos apresentados nas páginas centrais do folheto municipal, vem confirmar precisamente isso, Sesimbra é o melhor concelho para se viver aos olhos dos outros, não aos olhos dos seus municípes. É essa a linha governativa desta liderança comunista, o desprezo e a absoluta indiferença pelos autoctones em detrimento dos visitantes. Foi assim, com o IMI e com a derrama, foi assim com o incentivo à especulação imobiliária, é assim com o ordenamento, é assim com o espaço público, é assim com o trânsito, é assim com o comércio tradicional, é assim!!!
Já agora, era simpático saber como foi feito o inquérito na Quinta do Conde.
Sesimbra já mexe! Mas mexe tão mal!!!
16 de Abr de 2009
Levantamento do Sigilo pode mata(r)?
"No Fórum TSF, o líder bloquista recordou que o levantamento do sigilo bancário pode ajudar a resolver muitos dos problemas judiciais em curso e que envolvem «licenciamentos, câmaras municipais, bancos».
«Teríamos toda a certeza sobre esses casos se simplesmente se tivesse podido verificar as contas bancárias para poder perceber onde estão os movimentos dos dinheiros. É preciso criar uma cultura em que não impunidade e em que há obrigações e respeito», explicou Francisco Louçã."
«Teríamos toda a certeza sobre esses casos se simplesmente se tivesse podido verificar as contas bancárias para poder perceber onde estão os movimentos dos dinheiros. É preciso criar uma cultura em que não impunidade e em que há obrigações e respeito», explicou Francisco Louçã."
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