29/10/2009

Para ouvir na beirinha da água...no sol de Outono


"La linea del sur" de Renaud Garcia-Fons


"Que aconteceria se o denso, porém lírico, imaginário de Garcia Lorca "Romancero Gitano" fossem tecidos numa tapeçaria aurea oferecida pelo contra-baixista Renaud Garcia-Fons, que atravessa a Europa, o Mediterrâneo, o médio oriente e a América? AUma sedutora mistura de música flamenca, arabe, jazz e Latino-Americana colidem, resultando numa combinação perfeita such com "La Linea del Sur". Esta jornada imaginária pelo Sul global é verdadeiramente hipnotizante."

Tradução livre de texto de comentador Raul d'Gama Rose

Lições de ética

Passaram as eleições e tudo parece começar a regressar à normalidade. Consigo pensar em ir ao cinema, ler e até voltar a escrever no blogue.
Contudo, existem coisas que não mudam, a estupidez é uma delas.
Ezequiel Lino utillizou a sua coluna mensal do Jornal Raio de Luz para fazer a sua análise aos resultados nos ciclos eleitorais no concelho e para me desferir um ataque pessoal.
Este tipo de posturas não são de espantar quando provenientes de alguém que diz ter recebido lições de ética política de Isaltino Morais.

31/07/2009

Um concelho, um mesmo projecto - Sesimbra (sempre) com outros olhos


Há, sensivelmente, 4 anos, numa noite mais ou menos como esta, embarquei na odisseia que hoje me traz aqui novamente. A vontade de fazer algo pela terra onde nasci e ainda hoje vivo, fez com que aos 28 anos encabeçasse o sonho de ver “Sesimbra com outros olhos”.

Há 4 anos defendi, como esta noite, um concelho – Sesimbra – que se mantivesse fiel às suas características tradicionais e que tivesse uma estratégia de desenvolvimento original, enquadrando a especificidade da Quinta do Conde.

Buscava há 4 anos, como procuro hoje, um concelho diferente daquele que está a ser construído pelos consecutivos executivos municipais desde o 25 de Abril de 1974.

Os últimos anos têm sido, no entanto, particularmente devastadores no que diz respeito à concretização do projecto que defendi, numa noite como a de hoje, há 4 anos.

O executivo da Câmara liderado pela CDU, estabelece como prioridade tirar partido do movimento de expansão residencial da Área Metropolitana de Lisboa, utilizando o turismo como argumento para justificar o aumento da oferta residencial, sobretudo de segundas habitações, gerando dessa forma receitas que patrocinem a sua permanência no poder.
A ambição deste executivo liderado pela CDU é ser o mais e o maior, nunca o melhor, nunca diferente ou típico.
Este executivo liderado pela CDU quer ter a mais populosa freguesia da margem sul, mesmo que os habitantes da Quinta do Conde continuem sem um conjunto de infra-estruturas básicas, como um centro de saúde ou escolas suficientes.

O actual executivo esquece as pessoas, num momento em que o mundo, o país, e o concelho, atravessam uma grave crise económica, que afecta todos... e que todos os dias bate à nossa porta. Porque são sempre os mesmos a pagar.

Uma governação de esquerda – duma esquerda de confiança – coloca sempre as pessoas em primeiro lugar.
Para isso é preciso juntar forças.
Juntar todas as forças de uma esquerda socialista, ampla e popular que possa concretizar uma verdadeira política social que combata o desemprego, e não encontre soluções temporárias e precárias que beneficiam grandes grupos económicos em vez de beneficiar as pessoas.
Isso passa por não sobrecarregar as pessoas com a aplicação de taxas próximas do máximo como tem feito a Câmara Municipal de Sesimbra.

A falta de preocupação com a vida das pessoas e com a influência que as suas decisões têm no dia-a-dia dos habitantes do concelho é a marca deste executivo.

A parolice de querer ser mais e maior, faz com que se esqueçam do mais importante.

Quando se comparam com os camaradas do Seixal, na ânsia de que a Quinta do Conde tenha mais habitantes que Fernão Ferro, esquecem-se que já hoje os jovens da Quinta do Conde têm de deixar a sua freguesia para poder estudar.


Quando se comparam com os camaradas de Almada, na ânsia de provar que Sesimbra e o Meco têm mais banhistas que a Costa da Caparica esquecem-se da impossibilidade que um jovem tem de se estabelecer na sede do concelho. É por isso que Sesimbra é hoje uma vila abandonada e envelhecida. Um lugar de passagem sem vida própria, cuja alma se esvai, às mãos insensíveis dos seus governantes.

Este executivo liderado pela CDU, gozando duma maioria complacente e passiva composta por vereadores socialistas e social-democratas, quer que Sesimbra seja o maior destino turístico da margem sul, mesmo que a vila de Sesimbra esteja deserta, mesmo que as aldeias do Castelo fiquem descaracterizadas, mesmo que a qualidade de vida dos habitantes do concelho piore.

Eles querem mais e maior, mantendo uma atitude de indiferença em relação ao resto.
E o resto são as pessoas. São os habitantes do concelho.
Só assim se explica que este ignorante complexo de inferioridade tenha motivado os continuados ataques à qualidade de vida dos sesimbrenses. O plano de urbanização da Quinta do Conde, o plano para a Avenida da Liberdade e a Mata de Sesimbra são disso exemplo.

Este último caso, a Mata de Sesimbra, trouxe o nosso concelho para as capas dos jornais por ter motivado buscas da Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação (ainda em curso) a este projecto.
Todo este processo tem uma história de omissões difícil de entender e aceitar.
Decorre, nesta altura, o período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental aos empreendimentos. Ao contrário do normal alarido e foguetório, ninguém anunciou tal facto, ou seja, ninguém informou os munícipes.
Não o fez nem a Câmara Municipal de Sesimbra, nem a CCDR, nem os promotores (que há 4 anos se chamavam Pelicano e agora se chamam Greenwoods, mas são exactamente os mesmos).
Este projecto é a maior mentira alguma vez dita aos habitantes deste concelho.

A criação de um empreendimento turístico que duplica a população do concelho é inconcebível por mais que o embrulhem falsamente em papel ecológico e verde.
A destruição de uma extensa zona verde para construir 17 mil camas é inaceitável.
E quem defende uma coisa dessas está a assinar uma sentença de morte a Sesimbra.


O Bloco de Esquerda teve a coragem de levantar a voz contra esse embuste, dando eco à indignação de muitos.
Por outro lado, outros pactuam com este erro grosseiro, outros ainda assumem uma posição de passividade, e ainda há também quem tivesse abandonado o debate demitindo-se da sua responsabilidade de assumir uma posição.

O Bloco de Esquerda sempre quebrou o silêncio, porque não consentimos que o concelho e os seus habitantes sejam desprezados em favor de interesses imobiliários.
Cá estaremos também para exigir responsabilidades futuras.

Toda esta política sustentada na expansão residencial tem esmagado as actividades tradicionais, contribuindo para uma crescente perda de identidade.


A falta de sensibilidade e visão em relação a tudo isto, atingiu o cúmulo com o anúncio, devidamente propagandeado, da criação de um museu submarino, que iria limitar o exercício da pesca numa pequena área, precisamente no mesmo momento em que, no Parque Marinho “Luiz Saldanha”, entram em vigor a totalidade de restrições impostas pelo regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida.

Por tudo isto, é tempo de dizer basta! É tempo de mudar.
É tempo de mudar de políticas. É tempo de mudar de políticos!
Ainda é possível inverter este estado de coisas.

É preciso atenuar os impactos dos erros cometidos.
É tempo de recuperar, corrigir e de (re)qualificar.

O tempo de mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma, está esgotado.

O Bloco de Esquerda em Sesimbra corporiza essa mudança.

Apostamos na juventude, no envolvimento de uma nova geração de políticas e de políticos que não estejam comprometidos com os últimos 35 anos de governação autárquica.
Apresentar-nos-emos a votos com uma lista jovem, com gente qualificada e preocupada com os destinos do local onde habita.
Iremos a votos com uma lista composta, em boa parte, por independentes que defendem e acreditam nas nossas opções de desenvolvimento.

Move-nos a certeza de que podemos fazer melhor.

Sesimbra, aos olhos desta candidatura, deve ser um concelho de características rurais e piscatórias...
... que enquadra um Parque Natural
... que tem uma forte identidade cultural
... e que se deve suportar num modelo de economia criativa, integrando a Quinta do Conde num mesmo projecto de desenvolvimento sustentável para valorizar os seus principais activos.

É urgente pensar num concelho, um mesmo projecto.

As prioridades da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda são:
a Qualificação e contenção da freguesia da Quinta do Conde;
a Requalificação da Vila de Sesimbra em articulação com a pesca, o turismo e as actividades criativas;
a Criação, o reforço e a requalificação das actividades económicas, alicerçando-as ao sector primário, como a pesca e a agricultura;
a Aposta na educação;
e a Criação duma plataforma de actividades criativas através do estímulo à fixação de agentes criativos no concelho.

Esta é a base do nosso compromisso.

Hoje, como há 4 anos, sou porta-voz de um grupo de pessoas que se propõe ver Sesimbra com outros olhos.

Hoje, como há 4 anos, move-nos a vontade de melhorar a vida no nosso concelho.

Hoje, mais do que há 4 anos, temos um cada vez mais sustentado apoio da população para as nossas propostas de desenvolvimento, reflexo do trabalho dos nossos eleitos nos diversos órgãos autárquicos. A eles uma palavra de reconhecimento...
ao Jorge Luz e ao Henrique Guerreiro na Assembleia Municipal
ao João Espada Feio na Assembleia de Freguesia de Santiago
à Teresa Chagas, na Assembleia de Freguesia do Castelo
e à Sandra Cunha, na Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde.
O vosso trabalho concretizou a mudança do panorama político de Sesimbra.

Estes homens e mulheres eleitos pelo Bloco de Esquerda defenderam a sua opinião de forma sustentada, com propostas concretas e consentâneas com um programa político.

Os eleitos do Bloco de Esquerda quebraram com o unanimismo podre e sem matriz programática própria tão profícuo na política autárquica.

Os eleitos do Bloco de Esquerda puseram a nu a fraca qualidade da representação de alguns partidos.

São eles, e todos os que acreditam neste projecto, a marca e o garante de que continuaremos a ver:

Sesimbra (sempre) com outros olhos!

Discurso da apresentação pública da minha candidatura à Câmara Municipal de Sesimbra em 24 de Julho de 2009/em>

05/06/2009

Entrevista ao Jornal "Nova Morada"

1- Se for eleito presidente da Câmara quais são as suas prioridades no seu mandato, para este concelho?CM: A minha prioridade é definir e concretizar uma estratégia de desenvolvimento centrada nas pessoas do concelho e nas suas necessidades.
É já tempo do poder autárquico se virar para a Quinta do Conde, com o respeito que a mais populosa freguesia do concelho merece, criando as infra-estruturas necessárias a uma vida social e cultural saudável. É inadmissível que ainda hoje, para estudar ou para ir a um cinema, os jovens da Quinta do Conde tenham de sair da sua freguesia. É inaceitável que o único espaço verde digno desse nome existente na freguesia resulte de uma contrapartida de uma superfície comercial e não de uma opção estratégica da Câmara Municipal. É prioritário reencontrar a tipicidade e as características que tornam única e especial cada uma das aldeias da freguesia do Castelo. É urgente inverter a transformação da vila de Sesimbra numa terra de ninguém, sufocada por paredes de betão que lhe castram a cultura e a afastam do mar.
É tempo de falar verdade aos habitantes do concelho e denunciar um executivo que oferece prémios aos pescadores ao mesmo tempo que convida o responsável pelo regulamento do Parque Marinho Luís Saldanha, que tão prejudicial tem sido para a pesca local, para integrar o júri de um prémio científico a atribuir pelo município.


2-Se não for eleito presidente, mas entrar no executivo como vereador, vai aceitar pelouros?CM: O meu compromisso nestas eleições é com o meu programa e com uma clara inversão em relação às opções que têm vindo a ser tomadas e que tanto têm penalizado as pessoas do concelho. Não me usarei nunca da política. Utilizarei a política para defender o concelho do desastre que tem sido a sua governação nos últimos anos. Não faço a política do lugar e das regalias de ser vereador. Estou disponível para trabalhar no sentido de melhorar a vida no meu concelho. Não sou parte do problema, mas parte da solução.

3- Qual era a área em que achava que podia dar melhor o seu contributo? CM: A candidatura do Bloco de Esquerda apresenta uma estratégia de desenvolvimento para o concelho. Sou o vértice de uma equipa, que reúne diferentes sensibilidades, com competências em diversas áreas fundamentais, unida em função de uma ideia para o concelho oposta àquela que tem sido desenvolvida até aqui. A minha preocupação neste momento, passa pelo desenvolvimento de um programa eleitoral coerente com essa ideia e que represente a opinião de um conjunto alargado de pessoas, com e sem filiação partidária, mas que se revêem nas nossas propostas e que partilham muitas das nossas preocupações.

Esta entrevista foi publicada no Jornal "Nova Morada" que hoje foi para as bancas. Contudo, as minhas repostas não foram publicadas na integra. Aqui transcrevo as respostas completas.

12/05/2009

Provinciano

Provinciano é alguém que acha que a modernidade sai de uma betoneira depois de se juntar água e areia.

do dicionário do varam'ess'aiola

27/04/2009

Arquive-se!

«Charles Smith diz que mentiu sobre Sócrates» (Jornal "Expresso" de 25 de Abril de 2009)

Com estas afirmações do Sr. Charles eu fico esclarecido. Para evitar mais chatices sugiro 3 Pais Nossos e 5 Avés Marias como penitencia desse pecado.
Os mentirosos merecem ser castigados.

20/04/2009

É bom viver em Sesimbra...

...Diz o Presidente Augusto Pólvora no editorial da publicação da Câmara Municipal "Sesimbra Município", com base nos resultados de um estudo desenvolvido pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

Eu também gosto de viver em Sesimbra.

Só não percebo a razão pela qual o Presidente Augusto Pólvora em todo o seu percurso de autarca (neste concelho) tenha feito tudo para dificultar a fixação de população em Sesimbra (Vila). Desde técnico ideologo do PDM de Sesimbra, a vereador da maioria de Ezequiel Lino, passando por líder da Câmara socialista de Amadeu Penim, terminando neste seu primeiro mandato enquanto presidente tudo tem sido feito de forma a hipotecar a possibilidade de fixar população na sede do concelho.

Este estudo vem confirmar a linha utópica cantada por António Variações de que estamos bem onde não estamos, ou onde não conseguimos estar. Viver em Sesimbra é bom, pena é que seja para quase ninguém, ou então para os outros! Os gráficos apresentados nas páginas centrais do folheto municipal, vem confirmar precisamente isso, Sesimbra é o melhor concelho para se viver aos olhos dos outros, não aos olhos dos seus municípes. É essa a linha governativa desta liderança comunista, o desprezo e a absoluta indiferença pelos autoctones em detrimento dos visitantes. Foi assim, com o IMI e com a derrama, foi assim com o incentivo à especulação imobiliária, é assim com o ordenamento, é assim com o espaço público, é assim com o trânsito, é assim com o comércio tradicional, é assim!!!

Já agora, era simpático saber como foi feito o inquérito na Quinta do Conde.

Sesimbra já mexe! Mas mexe tão mal!!!

16/04/2009

Levantamento do Sigilo pode mata(r)?

"No Fórum TSF, o líder bloquista recordou que o levantamento do sigilo bancário pode ajudar a resolver muitos dos problemas judiciais em curso e que envolvem «licenciamentos, câmaras municipais, bancos».

«Teríamos toda a certeza sobre esses casos se simplesmente se tivesse podido verificar as contas bancárias para poder perceber onde estão os movimentos dos dinheiros. É preciso criar uma cultura em que não impunidade e em que há obrigações e respeito», explicou Francisco Louçã
."

Conversas em Bloco - 18 Abril

A ‘Violência Escolar’ será o tema em debate, a 18 de Abril, pelas 15.30h, no âmbito da iniciativa ‘Conversas em Bloco’, organizada pelo núcleo de Sesimbra do Bloco de Esquerda (BE), na sua sede.
Segundo Carlos Macedo, “esta é uma problemática muito debatida a nível nacional e que tem vindo a ganhar contornos preocupantes no concelho de Sesimbra”.
“Um representante da Associação de Pais duma escola da Quinta do Conde já expôs publicamente esta questão numa sessão da Assembleia Municipal de Sesimbra. E neste mesmo órgão autárquico, o BE coordena a Comissão de Educação, que tem, por seu lado, recebido diversos alertas que revelam que esse é um problema que ocorre, em maior ou menos grau, em todas as escolas, e um pouco por todo o concelho”, acrescenta.
A iniciativa contará com a participação de Tiago Caeiro, investigador do Observatório de Segurança em Meio Escolar, “e de todos os interessados que pretendam ouvir e debater o assunto”. As ‘Conversas em Bloco’ são, precisamente, segundo Sandra Cunha, eleita do BE para a Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde, espaços de “reflexão social e de esclarecimento, abertos ao público em geral e às mais diferentes opiniões e posições”.
Este será o segundo debate integrado nesta iniciativa organizada pelo núcleo do BE de Sesimbra. As primeiras ‘Conversas em Bloco’ tiveram lugar em Fevereiro, quando foi debatido o tema ‘Adopção: Mitos e Realidades’ que, segundo Carlos Macedo teve uma adesão muito positiva e alargada, “como se pretendia”. Nos próximos meses, o BE concelhio pretende ainda abordar temáticas como a pesca, a Europa e a crise económica.



Bloco de Esquerda
Núcleo de Sesimbra
Rua dos Industriais, n.º 7, 2970 Sesimbra

Em Sesimbra a 17 de Abril



Carlos Sousa, João Soares e Artur Torres Pereira têm em comum o facto de serem ex-presidentes de Câmaras Municipais, diferindo no partido político a que pertencem. Os três debaterão à mesma mesa o tema ‘Novos Desafios das Políticas Autárquicas’, no próximo ‘Encontro do Clube’ organizado pelo grupo de reflexão ‘Observa’ e promovida em colaboração com o Clube Sesimbrense, onde a sessão terá lugar, em 17 de Abril, pelas 21 horas.
No mês em que se comemoram 35 anos após a revolução dos cravos, Carlos Sousa, ex-PCP e ex-presidente das Câmaras Municipais de Setúbal e de Palmela, João Soares, do PS e ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Artur Torres Pereira, do PSD e ex-presidente da Câmara Municipal de Sousel e da Associação Nacional de Municípios, propõem-se a debater experiências, perspectivas e expectativas sobre as políticas autárquicas.
Para o grupo de reflexão ‘Observa’, as autarquias, que chegaram a viver um “estado de graça” logo após o 25 de Abril, “apontadas como a componente mais genuína do conjunto das instituições democráticas”, confrontam-se hoje com uma realidade bem diferente. “Nas últimas décadas são frequentes as acusações de corrupção e abuso de poder” e o papel das autarquias ganha um novo nível de exigência, fruto também da “enorme” pressão exercida “junto dos principais responsáveis locais para se associarem com promotores privados em regime de parceria”.
A suburbanização, resultado “do actual regime de utilização dos solos que se reflecte nos estímulos à expansão urbana acelerada das zonas limítrofes” bem como a “confusão” na definição daquilo que “pode e deve constituir o campo de intervenção de uma autarquia no plano cultural” serão alguns dos temas que o grupo pretende ver abordados.
“Está em causa a necessidade de definir orientações estratégicas, de ter uma concepção de desenvolvimento actualizada adaptada às grandes tendências de evolução recente e adequada às características específicas locais e regionais”, defendem.
A sessão é aberta ao público.

20/03/2009

Falta de cultura...e de oportunidade

Felícia Costa, Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Sesimbra deu-se ao trabalho de responder na edição de hoje do Jornal “Nova Morada” ao editorial da edição anterior da publicação. A vereadora ficou pasmada e baralhada com a opinião do director do Jornal que afirmou que “Não se percebeu (…) se a
promoção, a animação e a formação cultural, bem como o exercício das actividades culturais, obedecem a alguma planificação geral, sectorial, ou por freguesia, ou se simplesmente acontecem como fogachos”. Disse Felícia Costa que ficou “com dúvidas se o mesmo se estaria a referir ao concelho de Sesimbra”. Dúvidas que eu sinceramente não tenho. Tenho preocupações, que não são de hoje, mas que perante a irresponsabilidade da resposta da vereadora me deixam hoje mais preocupado ainda.
Em Sesimbra, tal como Jorge Santos, ainda ninguém percebeu qual o objectivo da programação cultural do concelho. E o pior é que a Câmara Municipal também não sabe. Como resposta a vereadora opta “por elencar o trabalho desenvolvido por esta autarquia e deixar a análise do mesmo ao critério dos leitores”.
Haverá alguém na vereação que explique à Sra. vereadora que não é essa a questão!
O facto de se fazer o evento A, B, C, D……Y não implica forçosamente a existência de um objectivo claro, uma política.
Eleger políticos que não sabem fazer política, que não têm objectivos é um erro e Sesimbra paga todos os dias por isso.
Todas as coisas que se fazem sem um fim específico não passam de festas, festinhas e festarolas. Algumas podem ter qualidade, mas isso não torna a estratégia melhor ou pior, só faz com que a animação seja tolerável.
Com esta resposta a vereadora perdeu uma oportunidade de continuar a esconder a sua falta de preparação e brindou-nos a todos com a consagração daquilo que é a marca deste executivo e de outros que trouxeram Sesimbra ao ponto em que hoje se encontra, a falta de estratégia.
Sesimbra merece mais e melhor. É tempo de mudar.